7 coisas que aprendi – por Diogo Toledo

Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.  Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Neste post, com a palavra, o escritor convidado Diogo Toledo.

  1. Nada se perde, tudo se cria, nada se desperdiça. Ao longo do caminho é natural que outras ideias surjam, por mais focado que você esteja. Nem sempre dá para direcionar a criatividade. Se você tiver uma ideia que não se encaixa no seu texto/livro atual, anote-a e volte a ela quando acabar este. Pode ser que outro livro possa surgir a partir daí.

  2. Amplie o seu vocabulário. Passei um tempo em Portugal e lá aprendi palavras que eram desconhecidas para mim. Cada região do Brasil tem dialetos próprios que podem ser interessantes para personagens diferenciados e chamativos. Pode-se, ainda, dizer a mesma coisa de formas diferentes, evitando repetições no texto.

  3. Aprenda BEM outras línguas: Então seu livro não deu certo no Brasil nem em Portugal e você não consegue ninguém para transcrevê-lo. Que tal fazê-lo você mesmo?  O texto terá que passar por revisões tanto de um lado quanto do outro, mas seu mercado se torna muito mais amplo a partir do momento em que seu livro está em outros idiomas. Além disso, temos no Brasil a (péssima) cultura de aceitar melhor o que vem de fora. Às vezes é interessante mandar o seu livro para fora para que depois ele faça sucesso por aqui.

  4. Proteja as suas ideias. Seu livro está pela metade e você está dando um tempo para ver se a inspiração volta. Enquanto isso, você pede para um amigo ler o texto. ANTES disso, registre-o na Biblioteca Nacional! Não sai caro e você tem a sua ideia protegida.

  5. Escreva sobre tudo. Leu um livro, resenhe. Viu um filme, faça uma crítica. Brigou com a (o) namorada (o), ponha no papel. Tudo aquilo que você escreve pode te trazer novas ideias, tudo o que é visto pode se tornar uma citação. Aumente sua bagagem cultural. Mesmo que você não publique, exercitar a sua escrita faz com que ela melhore naturalmente.

  6. Publique apenas se for construtivo: Usando o gancho da dica anterior, é muito fácil falar mal de alguém ou alguma coisa. Criticar de forma descabida também faz parte dos nossos (péssimos) hábitos culturais. Quando for escrever sobre algo, verifique se você está sendo positivo e construtivo. Estimule o colega, mostre onde ele pode melhorar com observações (você poderia…), nunca imposições (você tem que…). Afinal, somos todos colegas. Se não nos apoiarmos, ninguém nos apoiará. E outra: falar mal de um colega pode mostrar que a má companhia é você. Lembre-se: a partir do momento em que publica algo, você se torna uma pessoa pública. Isto significa que, da mesma forma como você pode falar mal de alguém ou algo, qualquer um pode falar o mesmo sobre você.

  7. Divulgue-se. Você escreveu um texto, revisou-o, este é uma critica construtiva ou uma ideia em desenvolvimento (muito bem registrada). Ótimo. Publique-o e divulgue-o ao máximo. Utilize as redes sociais, Facebook, Twitter, Tumblr, tudo. Tenha um blog próprio ou uma coluna numa revista da web. Faça com que as pessoas conheçam seus textos. Mostre a colegas e peça a eles que ajudem a divulgar. Todo bom texto merece ser lido.

Sobre o autor

Diogo Toledo é colaborador da Revista Acesso Total e diretor da Editora Aprendiz, montada e desenvolvida para estimular e publicar novos autores brasileiros. Seus textos dissertam sobre comportamento e relações pessoais. Trata os temas de forma abrangente e livre.

Seu primeiro livro está com lançamento programado para o início de 2013. Atualmente, seus trabalhos podem ser encontrados na revista supracitada ou pelo twitter @toledodiogo.

Veja a opinião de outros autores aqui e no Vida de Escritor!

* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.

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