7 coisas que aprendi – por Beatriz Vieira

Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.  Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Neste post, com a palavra, a poetisa publicada Beatriz Vieira.

  1. Não levo a escrita como uma atividade profissional. Não penso em tirar meu sustento dessa área, pois acredito que isso iria demorar muito tempo para acontecer, e talvez comprometesse a paixão em escrever por prazer. Mas respeito e admiro quem faz isso. Em um país como o nosso, isso é louvável.

  2. Sempre evoluir. Não é porque com 16 anos me disseram que escrevia bem que iria me contentar com isso. Cheguei a estudar Letras durante alguns semestres, participo de oficinas literárias e eventos sempre que posso. Acho importante abrir a visão para aprender.

  3. Para aprender é preciso humildade para perceber que nem sempre nossos escritos são tão bons assim, o que é quase complementar à dica anterior! E admitir que outros podem escrever melhor que nós. Vejo muito entre nós, escritores iniciantes, uma arrogância de se acharem mais do que são.

  4. Ler de tudo, sem preconceitos. Aprendi muito lendo gêneros diferentes, autores diversificados. Ler clássicos é uma aula! Ler contemporâneos é uma reciclagem. E ler, ler e ler é a sina do escritor!

  5. Adormecer alguns escritos. Muitas coisas que escrevo, deixo descansando nas gavetas para que as ideias possam amadurecer. Aprendi isso nas oficinas de escritores e dá certo. Depois de algum tempo, ir lá e ler aquilo que havia esquecido traz uma elucidação dos escritos.

  6. Escrever um livro é um projeto e necessita de organização e disciplina para cumpri-lo. É interessante fazer um cronograma no papel para que as ideias não se percam..

  7. Ter contatos com pessoas da área da cultura. Importante manter contato com outros escritores para aprender e trocar experiências. Conversar, visitar blogs, eventos da área só somam nessa atividade tão prazerosa.

Sobre a autora

Beatriz Vieira escreve a cerca de 14 anos. Descobriu que poderia levar essa atividade adiante quando, em 2000, venceu o concurso de poemas da Academia Criciumense de Letras. Após, recebeu apoio de outros escritores e continuou com algumas premiações no estado de Santa Catarina.

Em 2005, lançou seu primeiro livro de poemas: Ao Som do Teu Nome. Depois publicou em coletâneas do Clube de Letras (Barra Bonita/SP), Informativo Cultural (Porto Alegre/RS) e em colunas de culturas em jornais locais. Em 2009 e 2010 foi colunista de literatura com Olhar Alternativo/RJ (revista digital).

Durante três anos participou da Oficina de Escritores do SESC/SC, que publicaram os Cadernos de Autoria. Tem seu blog, Cartas ao Avesso, desde 2007, no qual gosta muito de postar a respeito de cultura em geral e convida todos a visitar!

Veja a opinião de outros autores aqui e no Vida de Escritor!

* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.

Continue a escrever aqui.

7 respostas para 7 coisas que aprendi – por Beatriz Vieira

  1. Strega disse:

    Ótimas dicas. Estão me motivando cada vez mais a persistir e aprender cada vez mais.
    Obrigada.

    • T.K. Pereira disse:

      Ei, olha você aqui de novo.🙂
      Um dos objetivos da série “7 coisas que aprendi” é justamente esse, Strega: inspirar.

      Continue acompanhando o blog e comentando. É bem gratificante receber feedback dos leitores.

      Abraços,

  2. Diego Schutt disse:

    Muito bom, Beatriz!

    De todas as dicas, destaco a terceira. Humildade é fundamental, não só para que possamos continuar evoluindo, mas também para que a gente não transforme a escrita em um exercício mecânico e totalmente racional.

    Acho importante o escritor não olhar para seus textos como um ditador, cujo papel é apontar direções e impor palavras. Gosto de pensar que os textos têm vida própria, e que nosso papel é como o de um fotógrafo das nossas emoções.

    • Beatriz disse:

      Oi Diego,

      Obrigada pelos comentários. E concordo contigo nesse aspecto de imposição dos escritos. Fico chateada e às vezes me afasto de alguns colegas de escrita que se dizem donos de toda a verdade. Clarice Lispector se considerava uma amadora.

      Abraços.

      Convido para visitar meu blog:
      http://cartasaoavesso.blogspot.com.br

  3. Carlos disse:

    Conheço os poemas da Beatriz, e posso assegurar que são tão belos quanto ela. Essa menina tem futuro na escrita!

    Ótimas dicas, Bea! Parabéns ao site pela iniciativa.