7 coisas que aprendi – por Fernanda de Aragão

Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.  Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Neste post, com a palavra, a arte-experimentadora e escritora publicada Fernanda de Aragão.

  1. Não ter medo de escrever algo realmente ruim. Mas muito ruim mesmo. De amassar, jogar fora, deixar escondido no fundo da gaveta para nunca mais.

  2. Enfrentar o texto ruim do item acima. Desamassá-lo, resgatá-lo da lixeira, tirá-lo do fundo da gaveta. Retrabalhá-lo, se puder. Claro que nenhum escritor gosta de contabilizar essa experiência de querer jogar um texto no lixo, de tão péssimo, e não poder. No entanto, em muitas ocasiões, se faz necessário entregar um texto desses a um editor.

  3. Escrever mesmo quando a inspiração não vem. E tem vezes que a inspiração não aparece por muito, muito tempo. Este escrever mesmo quando a inspiração não vem serve para criar hábito e se torna um processo de fundamental importância a todos que querem se viver através da literatura nas suas formas consumíveis: livros, e-books e outros formatos impressos e/ou digitais.

  4. E Quando a inspiração está que está, é preciso uni-la ao trabalho duro. Mas muito trabalho, pois cada texto para ser lapidado deve estar muito além do óbvio e requer esforço. Não tem jeito.

  5. Deixar os amigos tirarem você de casa. São eles que permitem que as coisas não entrem num vazio, num oco, sem eco e dão significado à existência do escritor e seu ofício, quase sempre solitário.

  6. Escutar a opinião de um primeiro leitor que não é do meio literário. Uma pessoa que não é acadêmica pode fazer uma leitura intuitiva do texto e devolver um feedback distante das fórmulas acostumadas ao meio editorial e você se sentirá livre para fazer modificações ou não.

  7. Enviar o texto para um segundo leitor do meio literário. E de altíssima competência, envolvido com o tipo de literatura que você se interessa em escrever. Ele vai devolver críticas úteis para a adequação do texto e você se sentirá livre para fazer modificações ou não.

Sobre a autora

Escritora e Arte-experimentadora, Fernanda de Aragão e Ramirez criou o projeto Diz-Quetes, e outros, junto ao Letra Corrida, ateliê de Literatura e Criatividade. Posta sobre literatura no Cinco de Outubro.Seu primeiro livro, Língua Crônica, foi premiado pela União Brasileira de Escritores, em 2009. Em 2010/2011, recebeu a Bolsa Funarte de Criação Literária.

Alegre e inquieta, registra seus devaneios sobre Divulgação Científica no Polegar Opositor e colabora com o Jornalirismo. Edita os fanzines Vestindo Outubros e Sujeito Simples. Junto com Thina Curtis contribui para o Movimento de Cultura Independente Fanzinada.

É paulistana de nascimento. Em conjunto com amigos criou o blog Ser-Tão Paulistano. “Fê.liz”, se diz mais “Fê.bricitante” do que “Fê.menina”.

Veja a opinião de outros autores aqui e no Vida de Escritor!

* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.

Continue a escrever aqui.

3 respostas para 7 coisas que aprendi – por Fernanda de Aragão

  1. Strega disse:

    Muito bom, adorei as dicas… Vou aplicá-las a minha vida… Obrigada, estou adorando os posts desse desafio.

    • T.K. Pereira disse:

      A contribuição da Fernanda Aragão é uma de minhas favoritas.
      Que bom que também lhe inspirou.

      Já que está gostando tanto da série, o que acha de contribuir compartilhando as 7 coisas que você já aprendeu como escritora?

      Abraços,

  2. Simone Vale disse:

    Obrigada, Fernanda.
    Ótimas dicas.