7 coisas que aprendi – por Marcelo Amaral

Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.  Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Neste post, com a palavra, o jovem escritor publicado Marcelo Amaral.

  1. Tome nota de suas ideias.

    Teve uma ideia para uma história, um diálogo ou uma cena? Então a guarde, tome nota onde quer que você esteja, seja num pedaço de papel, seja no celular, ao acordar pela manhã ou no ônibus.

    Toda ideia é válida. Ela até pode parecer estúpida num primeiro momento, mas se for trabalhada com dedicação pode se transformar em algo muito, muito bom.

  2. Desenhe seus personagens e cenários ou busque referências.

    Essa dica é para quem, além de escrever, também gosta de desenhar: rabisque seus personagens e cenários. Isso vai ajudar um bocado na hora de descrevê-los para o leitor. Isso ajuda até a compor a personalidade dos personagens.

    Não sabe desenhar? Não tem problema. Procure por referências na internet, ilustrações, fotos, pessoas e lugares parecidos com os que você quer descrever na sua história. Você também pode pedir ajuda a algum amigo que saiba desenhar.

  3. Estruture seu livro antes de começar a escrevê-lo.

    Faça uma sinopse completa do seu livro. Uma que tenha início, meio e fim. Não pense nessa primeira sinopse como sendo aquele texto curtinho que irá parar na capa do seu livro, mas num texto maior, repleto de “spoilers”, que lhe servirá de guia durante a escrita de todo o livro.

    Ou seja, essa sinopse é o resumo do seu livro inteiro em poucas linhas, inclusive contando como ele termina. Não comece a escrever seu livro se não souber como a história termina. A chance de empacar no meio será enorme!

  4. Reescreva seu livro.

    Durante um curso com o escritor Eduardo Spohr aprendi que “um livro só começa a ser escrito quando ele é reescrito”. Ou seja, terminou de escrever seu original? Revise-o quantas vezes for necessário até que você o considere realmente terminado para ser apresentado às editoras.

  5. Fale como seus personagens.

    Ok, isso pode parecer loucura, mas eu sugiro que, na fase de revisão do texto, você leia as falas de seus personagens em voz alta, falando como seu personagem (como num teatro!) e fazendo os ajustes necessários. Será bem mais fácil dar personalidade a eles se você escrever do jeitinho como eles falam.

    Um personagem divertido e erudito precisa falar de um jeito diferente de um personagem sério e pouco instruído. Diálogos realistas ajudam a deixar os protagonistas da sua história muito mais críveis..

  6. Escrever para crianças e jovens é uma grande responsabilidade.

    Tem gente que acha que escrever livros infantis ou infanto-juvenis é mais fácil do que escrever livros para adultos. Isso não é verdade! Crianças são sinceras: se não gostam do livro, vão largá-lo. Se gostam, vão lê-lo até o fim. Se tiverem a oportunidade vão dizer o que pensam na cara do autor!

    Escrever para jovens é como escrever para qualquer outro público, porém tomando mais cuidado ainda com a qualidade do texto, das descrições e dos termos usados; afinal você está formando um leitor.

    O ideal é que sua história tenha um propósito e uma moral, mas sem ser “chata” ou “professoral”. Procure demonstrar a “moral” através da própria história, deixando o jovem tirar suas próprias conclusões.

  7. Publicou seu livro? Não cobre a opinião dos outros.

    Uma coisa que nenhum autor deve fazer é ficar perturbando os outros para que digam o que acharam do seu livro. Algumas pessoas que gostarem dele virão falar com o autor e elogiá-lo.

    Perguntar aos outros poderá gerar constrangimento, seja porque a pessoa ainda não leu ou simplesmente porque ela não gostou do seu livro.

    Recebeu uma crítica negativa? Prepare-se, pois ela não será a única. Reflita sobre as críticas, aprenda com elas e procure dar o melhor de si sempre.

Sobre o autor

Carioca, atua como designer gráfico e ilustrador. Formado em Desenho Industrial pela UFRJ, tem um MBA em Marketing pela ESPM e também é pós-graduado em Animação e em Ergodesign de Interfaces pela PUC-Rio.

O sonho de escrever fantasia nasceu das tentativas (frustradas) de fazer Histórias em Quadrinhos e também da paixão relacionada a tudo nesse universo: HQs, livros, desenhos, jogos, filmes, séries. Palladinum – Pesadelo Perpétuo é seu primeiro livro publicado.

Processo Criativo: no Universo Insônia

Site do Livro: www.palladinum.com.br

Facebook: www.facebook.com/marcelgom

Twitter: @Marcelgom

Skoob: sobre o autor

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* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.

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Uma resposta para 7 coisas que aprendi – por Marcelo Amaral

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