7 coisas que aprendi – por Roberto Campos Pellanda

Em uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.  Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!

Neste post, com a palavra, o escritor publicado Roberto Campos Pellanda.

  1. A primeira versão não é o texto pronto.

    É preciso revisar e isso significa encarar uma sistemática que envolve uma série de passos que incluem trama/estrutura, dinâmica de diálogos, construção de personagens, vícios de linguagem e português/ortografia.

    Existe uma série de livros e manuais que falam sobre o assunto e que me ajudaram muito a montar uma estratégia de revisão eficiente. Para quem quiser conferir, os que mais gosto são os do James Scott Bell. A revisão é trabalhosa, mas vale a pena.

  2. Os personagens são a chave da história.

    Pessoas se interessam por histórias de outras pessoas. A alma de “Noite sem Fim” [livro próprio] é o Martin. O contexto da história pode ser interessante, mas o que conta mesmo é a jornada do protagonista.

  3. Advérbios são a marca de que estou escrevendo no modo preguiçoso.

    Na hora de revisar “caço” os advérbios sem piedade. Deixo alguns que realmente eram importantes. A maior parte deles, porém, mostra que a frase precisa ser reescrita com um verbo realmente mais apropriado.

  4. Não devo esperar condições ideais de temperatura e pressão para escrever.

    Tenho uma vida corrida e cada vez menos tempo de sobra. Se eu for esperar a casa ficar silenciosa ou o meu cansaço diminuir só um pouquinho sabe o que acontece? Acabou. Fim da linha. Não tem mais produção nenhuma. O negócio é sentar e escrever.

  5. Recorrer a um leitor crítico.

    Fundamental. As opiniões de mãe/pai, namorada (o), esposa/marido e até daquele brother que joga futebol com você desde sempre são muito importantes e o incentivo deles é fundamental. Apesar disso, nada se compara com o diagnóstico de um profissional que faz isso todo dia.

  6. Ler o contrato.

    Entre vinte e trinta vezes bastam. Na maior parte das vezes, pelo menos.

  7. Eu preciso de um tempo.

    Todo mundo precisa. Autores precisam de tempo para produzir. A concepção, a primeira versão e a revisão são demoradas. É preciso se dar este tempo, mas sempre produzindo.

Sobre o autor

Roberto Campos Pellanda é escritor de ficção fantástica, autor da série de livros O Além-mar. Apaixonado por livros e louco por uma história bem contada, criou no universo do Além-mar um mundo onde a paixão pela literatura é uma das grandes forças que impulsionam a trama.

Aficionado por manuais de técnica literária, é conhecido pela linguagem simples e precisa, e pelo cuidado na estruturação da trama.

Entre os projetos para o futuro imediato estão uma nova série de fantasia e um título avulso. O combustível criativo sendo sempre, e acima de tudo, a vontade de continuar produzindo.

Processo Criativo: no Universo Insônia

Página Oficial: www.robertopellanda.com.br

Blog: http://rpellanda.wordpress.com/

Facebook: www.facebook.com/roberto.campospellanda

Twitter: @Rpellanda

Skoob: sobre o autor

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* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.

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Uma resposta para 7 coisas que aprendi – por Roberto Campos Pellanda

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